segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Behind green eyes


Eu o observei por meses, eu o achava incrível, foram apenas poucas palavras trocadas, mas eu sabia que tinha algo de errado. Nesse dia ele estava sem óculos e foi quando eu o enxerguei. Por trás daqueles olhos verdes se escondia a tristeza de uma vida vazia.
Consegui conversar com ele, entendi cada parte de sua vida e a sua dor parecia um pouco com a minha e, depois de muito tempo, me senti viva de novo. Foi como se eu soubesse como resolver os problemas dele ou talvez eu só fosse bagunçá-lo ainda mais. Quem sabe? Fiquei triste em saber que ele não estava bem... Eu tomei aquela dor pra mim, não do jeito que eu queria, pois eu realmente queria tomá-la inteira pra mim, para que ele voltasse a sorrir.
Estranho foi como eu nunca havia reparado naqueles olhos. Verdes por fora e contornados de um azul escuro, quase preto. Percebe-se um pedido de socorro, um pouco de atenção e um abraço. Queria poder oferecer mais de mim.
Falando assim parece até que eu me apaixonei e talvez (se durasse mais) eu derreteria diante daquele brilho.
Esses olhos... nunca mais irei esquecê-los.


"Mas meus sonhos não são tão vaziosComo minha consciência os faz parecerEu passo horas só de solidãoMeu amor é uma vingançaQue nunca será livre"

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Eu não tô bem (Eu prometo)


Eu irei me arrepender de tudo isso em um futuro próximo (ou não tão próximo assim), eu deveria procurar ajuda, eu deveria REALMENTE ir em um especialista. Ou talvez seja só a adolescência. Mas por que isso afeta só alguns de nós? Quero dizer, pelo que eu observo, a maioria se aceita, aceita tudo a sua volta e, sinceramente, era pra eu estar assim também, não era? Era pra eu curtir, dançar, sou jovem, não deveria estar me sentindo tão mal. Eu também queria controlar tudo isso, queria conseguir mandar, conseguir me manter respirando sem me esforçar. Não é como se eu já não conhecesse isso, eu morei aqui por muito tempo e demora muito pra sair, logo quando eu tava bem e feliz. Ou não estava? 
Eu cai em mais uma das armadilhas da minha cabeça e mesmo sabendo disso, eu não consigo sair, eu não consigo, eu tô desistindo. Onde quer que eu vá, eu tô lá, me colocando pra baixo, me menosprezando, pisando em todos a minha volta, pensando somente em mim, traindo meus amigos, traindo a mim. 
Todas as promessas foram quebradas, até as que eu fiz pra mim, eu não posso nem confiar mim. Eu sou pior do que eu imaginava. E tudo isso não passa de drama, mas será que isso não significa alguma coisa? Algo maior que apenas palavras, mas que por meio deste eu esteja pedindo socorro, pedindo ajuda de alguma forma, porque eu desisti.
Eu tenho medo, eu tenho ansiedade, eu não consigo esquecer, eu não supero, eu amei demais, eu me machuquei demais. Quero ferir aqui fora pra matar o que está dentro. Eu entendi, finalmente entendi o que eu sinto e olha, eu não desejo isso pra ninguém. Parece que ninguém pode me ajudar, me sinto vazia, fraca, inútil, me sinto de todas as formas ruins que se possa imaginar. Eu queria correr, correr muito, até não sentir mais meus pulmões, eu queria chorar até morrer engasgada com meu soluço, ou apenas dormir...
Queria não sentir isso com 17 anos. Queria estar bem, mas tudo isso parece uma luta inalcançável que sempre termina comigo ouvindo música triste, chorando e escrevendo. Vem sendo assim há 4 anos, por quanto tempo ainda irá durar? Quanto tempo terei que esperar pra crescer, amadurecer, não me preocupar com esses sentimentos fúteis e egoístas? Quanto tempo mais...?

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Coisas

Eu tô com 3 postagens no rascunho e não consigo terminar uma linha de raciocínio depois de meses... Então escreverei sobre qualquer coisa que vier a mente. Nesse momento estou ouvindo K-pop (que eu nem gosto, mas essa maldita música não sai da minha cabeça) e pensando em mim. É, isso mesmo, eu estou pensando nas minhas atitudes, pensando em como mudei... em várias coisas. Não sei como lidar com meus problemas e nem com os problemas dos outros. Coisa que eu deveria, já que quero me tornar psicóloga, não é?
Eu estou em constante mudança, já não me reconheço mais... Isso é bom, mas ao mesmo tempo me entristece. Quando foi que a Any animada morreu pra essa nova nascer? Onde foi que eu me perdi?
Parece que eu tenho várias personalidades, parece que todas elas brigam pelo controle, eu não sei mais como agir diante de tudo isso... Devo lutar? Devo...?

...

quinta-feira, 19 de março de 2015

Por que eu não consigo escrever sobre coisas boas?

Estava analisando todos os meus textos, isto é, dos meus blogs, agendas, cadernos, tudo. Percebi que mesmo quando estou feliz escrevo sobre tristeza. Nada é tão lindo quanto a dor. Ou o amor, mas eles são sinônimos, não são?
Falando nisso, eu escrevo bastante sobre amor,né? Talvez seja porque eu sou o pessimismo com pernas e 1,50 de altura... E eu realmente não sei o que acontece com a minha cabeça, queria uma válvula de escape, uma distração, porque se eu parar pra pensar, eu não consigo superar. E cara, é um esforço tremendo ter pensamentos positivos, sou jovem demais e já sei como as coisas/pessoas podem ser decepcionantes. Sou uma desistente.
Ultimamente eu venho me analisado com muito mais frequência, me esforçando o máximo para não perder o controle. Aqui dentro existem os piores tipos de pensamentos, como se eu mesma tentasse me fazer mal, como se eu quisesse me ver fracassar, só pra me humilhar com o "eu te avisei". Existem pessoas que, mesmo sem saberem, estão me ajudando muito. Invejo sua força, seu auto controle, seu otimismo...
Então eu, com esses pensamentos obscuros, poderei escrever sobre algum sentimento bom? Me permitirei digitar "estou feliz, a vida é bela", quando a todo momento eu sinto que perderei tudo que eu tenho de mais valioso? Talvez eu não esteja preparada pra tudo isso. Talvez.
Eu tô bem, eu estou feliz, por uma série de motivos, por coisas bobas, coisas simples de coração. Porém, ainda sinto a instabilidade, a insegurança tomando conta de mim, o medo me dominando, alguém pode me tirar da minha mente?
O porto seguro pode ser aquele que está te afogando, aquele que você ama é aquilo que está te matando.

sábado, 14 de março de 2015

Eu não sei o que dizer.



Ultimamente venho me analisando com mais frequência e cheguei a conclusão de que mudei muito. Pessoas que eu julgava por determinadas decisões acabaram se tornando minhas companheiras em "papel de trouxa". Ou talvez eu só esteja sendo eu no quesito drama.
Aconteceram algumas coisas para testar a minha paciência e resistência... Consegui ser forte e permanecer em pé, mas juro que uma parte de mim se foi. Dou muito valor a sentimentos, inclusive os meus, não queria perdê-los tão facilmente ou desperdiçá-los com a pessoa errada. Mas aqui estou, mais uma vez, toda quebrada tentando viver uma vidinha baseada em mentiras e promessas quebradas.
A felicidade que toma conta de mim (em alguns momentos) faz valer a pena tudo isso. Felicidade que me devora e me faz dar valor ainda mais a vida e as coisas ao meu redor. Não me entendam mal, eu não estou querendo morrer. Estou tentando expressar meus sentimentos que não aguentam mais ficar dentro de mim, cansei de reprimi-los e as pessoas são cruéis, elas nunca querem realmente saber o que se passa, elas só estão curiosas. Esse texto não estão ao alcance delas, alias, ninguém vai ler, por isso faço isso por mim. Só eu poderei entrar aqui e ver o que se passa comigo, desabafar, sentir que tenho um lugar só meu.
Essa sensação de não pertencer a nenhum lugar também invade meus pensamentos de vez em quando. Todos pensam assim, certo? Mas comigo parece ser diferente, já que eu preciso estar sempre com alguém. Talvez minha carência excessiva aceite qualquer pessoa, mesmo que ela não me aceite como sou, fazendo com que eu ature críticas. Crises existências talvez sejam as piores, pensamos que já que não pertenço a nenhum lugar, não tenho ninguém, não faç diferença, por que continuo aqui?.
Eu também não sei. Sou uma máquina de "não sei". Não sei o que fazer, não sei o que sentir, não sei como é, não sei porque, não sei o que dizer, não sei o que escrever, não sei o que cantar, não sei.
Sou jovem demais pra me preocupar com isso ou talvez a juventude me faça pensar assim. Queria que a adolescência fosse mais fácil, queria ser mais forte em relação a tudo isso, madura o suficiente pra ignorar e seguir em frente. Queria superar.


" Huh, é uma coisa frágil essa vida que levamosSe eu pensar muito, eu não conseguirei superar

Oprimido pela graça

Pelo modo como vivemos nossa vida

Com a morte sobre nossos ombros

Quero que você saiba que eu se eu partirEu sempre te amei, sempre te mantive no topo, é verdade..."

domingo, 25 de janeiro de 2015

Mais uma vez.

Está acontecendo de novo e eu não sei o que fazer. Parecia que eu tinha tudo sob controle e agora desmoronou. Eu não consigo controlar meus sentimentos. Eu não consigo ser estável. Qual o meu problema?
Eu queria conversar com alguém, mas toda vez que eu ensaio sobre o que dizer, me sinto tão idiota que prefiro guardar pra mim. Eu sou idiota. Eu odeio esse drama todo e não, eu não faço propositalmente. A vida é uma peça dramática. Eu queria não sentir nada disso, queria ocupar minha cabeça com problemas de verdade. Aliás, o que são problemas de verdade? Quero me focar no que é importante. Eu não sou importante. Quero dizer, por que eu me sinto assim? Estou rodiada de pessoas que me amam, que gostam de mim. Pelo menos eu sinto isso algumas vezes. Só que tem horas que tudo parece ser tão... inalcançável. Me sinto tão mal por nada. Nada de ruim aconteceu. Pior do que ter motivos é estar triste sem motivo nenhum. Eu tenho uma pessoa incrível que está sempre ao meu lado. Eu tenho amigos. Eu tenho até um cachorro. Parece que tem algo faltando. E eu definitivamente não sei o que é. Talvez eu não esteja preparada pra tanta felicidade. Eu tenho medo disso. Eu morro de medo de me acostumar com isso e isso acabar sendo tomado de mim. Ou pior, ser tudo mentira. Fico me remoendo com coisas como "será que eles gostam mesmo de mim?" "aposto que se eu não estivesse aqui não faria a menor falta" "ele estaria melhor sem mim". É, não faz sentido.
Existem coisas que acontecem na mente que é difícil de compreender. Nos torturamos com o que (inconscientemente) tornamos importante. Eu preciso me livrar disso. Como ser positiva com medo? Como me livrar do medo? Não se preocupe, eu me obrigo a pensar. Mas quanto mais você tenta não pensar em algo, mais tu pensa. Queria uma folga de mim, de vez em quando.
Talvez tudo seja uma crise de final de curso, último ano da escola. Talvez eu não queira encarar tudo sozinha e esteja com medo de todos se forem. Mas isso é normal, certo? Nada dura pra sempre. Só preciso entender que vai acontecer. Essas crises de ansiedade irão me matar um dia desses. Aliás, ouvi uma música esses dias que dizia "eu me mantenho vivo apenas pra morrer mais a cada dia". Que coisa mais cruel de se pensar. Me senti estúpida, ouvi outras coisas. Ouvi uma que dizia "querida, você vai ficar bem" e talvez eu fique. Mas sabe quando você sabe que tem algo errado? Quando a primeira frase faz mais sentido que a outra. E eu pensar assim só irá me afundar mais.
Me afastar das pessoas por medo que elas me deixem é estúpido. Mas uma parte de mim acredita que faz sentido. Tentar lutar contra si mesmo é mais estúpido ainda. E eu sempre perco. Talvez a resposta seja essa. Fraqueza. Eu sou fraca. Eu não consigo me ignorar. Eu não me permito ser feliz. Eu não consigo ignorar as coisas ruins quando (pra mim) elas são a realidade. A dor cega. Cega mais intensamente que o amor. No amor nós ignoramos os defeitos de alguém, ignoramos o mundo porque sabemos que essa pessoa é tudo. Já na dor, nada além de sofrimento é absorvido. Ficamos treinados de que tudo sempre vai dar errado. Não conhecemos nada além da lei de Murphy. E quando você é dominada por esses sentimentos, ninguém se importa. Ninguém vai ficar do seu lado. É mais fácil ficar longe que fazer companhia.
Ah, eu tô lendo o que eu tô escrevendo. Tô com vergonha de mim. E com pena também. Sou ridícula. Não consigo não me importar. E ser assim vai acabar comigo.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Solitária



Eu li em um livro que adolescentes são mais propensos a terem depressão. Antigamente eu achava que era só drama, mas foi provado que esse drama adoece. E da pior forma possível. 
Solidão também é muito comum, mas o que fazer quando você se sente sozinha mesmo sendo rodeada de gente? Por que isso não é o suficiente pra mim? E por que quanto mais eu me sinto assim, mais eu quero me afastar? Por que nada faz sentido? Eu preciso ser forte. Mas o que é força?
Me sinto ignorada, excluída. Deixada. Passei meses fugindo disso, mas como me livrar de mim mesma? Eu me sinto feliz, mas se eu parar pra pensar eu volto pra cá. Pra minha bff solidão. Eu preciso tomar coragem e expressar tudo o que eu sinto, mas... Eu não sou forte pra isso. Eu não aguentaria. Eu tento me animar, eu vivo fazendo coisas que me agradam. Nunca o suficiente.
Eu me sinto estranha perto das pessoas que eu amo. Eu não me sinto bem. Eu tô surtando e não consigo falar pra ninguém. Eu reprimo, eu escondo. E por que? Isso me leva a ser falsa. A me forçar a estar bem, quando eu não tô. Isso é tão ridículo.
Eu me esforço pra ser maravilhosa e só me sinto vazia e inferior. Eu realmente não sei o que fazer? Por que temos que passar por isso? Não podia ser só infância → vida adulta. Ia ser bem mais fácil...
Eu sei como sair dessa, mas pra isso terei que odiar. É difícil transformar tristeza em felicidade, mas é MUITO fácil transformá-la em ódio. Raiva é muito melhor que dor. Sabe qual o pior? Eu não sei porque eu tô assim. Isso simplesmente vem. Tinha parado de acontecer, mas eu tô tão carente de atenção que sei lá, me sinto sozinha de novo. Se sentir sozinha é errado?
O pior tipo de solidão é quando você se sente assim no meio das pessoas. Estão todos do seu lado e você se sente bem, mas depois... Tudo acaba. Parece que ninguém gosta de ninguém, ninguém se importa. É triste pensar assim. É egoísta também. Mas não deixa de ser verdade.
Sabe quando você só consegue se culpar? Todos que se foram, todos que me deixaram, foi por minha culpa. E eu quero deixar as pessoas também... evitar o inevitável. Quero dizer, antes eu adiantar que adiar. Ou não? Por que meu cérebro me fode? Qual o meu problema? Por que eu não consigo conversar com as pessoas? Por que... ah, esquece.

Lucy

Um amigo meu tinha feito um OC e eu decidi fazer uma também. Eu entrei no Pony Creator e saiu essa coisa.




Essa é a minha OC. A cuttie mark dela bugou, mas era pra ser uma máquina de escrever. O talento especial dela é escrever, ela é ótima nisso. Ela se chama Lucy Hofstade e gosta, além de escrever, de festas! Sim, eu não criei uma escritora anti-social. Na verdade ela ama conhecer poneis novas e fazer muitas amizades.
Usei o cabelo da dj-pon 3 porque sim. Inicialmente eu queria fazê-la branca, mas ia bugar ainda mais a cuttie mark. Eu amei ela. Talvez eu crie histórias sobre ela... Ainda não sei. 
Achei mais um talento pra mim. Criar.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Vício.

Existem vários tipos de vícios e cheguei a conclusão de que tudo vicia. Existem vícios bons e vícios ruins. Existem vícios que são bons no começo e depois nos machucam. E existem o contrário disso. Eu sou viciada. Sou viciada na cura. E sou viciada na dor. Eu sou viciada em amor.
Amor é a droga perfeita. É um prazer quando correspondido e dor quando não. Ser correspondido é ser completado. Amor é lua cheia. Estou me sentindo inteiramente viva agora. Como adrenalina. Melosa que sou. Mas e se a vida for melosa? Qual o problema em estar apaixonado?
Esse texto tem uma mensagem escondida ou talvez esteja exposta demais. Amor não é meu vício. Quem eu amo é que é. A droga em mim é ele. E sabe o que mais? Estou viciada nele.
Esse texto é muito redundante. Repito palavras e sentimentos. O foco é ele. E por que ele é tão especial? Não sei. Por que existimos? Por que existe o sol? Aí é que está. Posso relatar como ele faz eu me sentir. Todo aquele clichê de eu nunca me senti assim antes. Ele é como voltar pra casa depois de horas viajando. A sensação de aconchego, de lar. Ele é o meu abrigo. Ele é o sol. Ele é ar. Ele é essencial. Ele é o Nirvana. Ele é equilíbrio. Ele é calma. Ele é tudo. Como um ser pode causar tudo isso a alguém?  Como alguém consegue ser tão imperfeito à ponto de ser perfeito? Ele também é dor. Ele destrói. Ele é a droga. Ele é o meu vicio. Ele é o arco íris na minha cela de prisão. Mesmo que ele seja a minha prisão. E que eu ame estar presa à ele. E eu odeie amá-lo. E eu amo odiá-lo por isso. Ele é como chuva no deserto. Ele é escolha. Eu, que nunca fui opção, fui a primeira e serei a última. Tenho orgulho do ser incrível que ele é. Ele é o herói. Ele conseguiu me trazer de volta a realidade. A realidade antes negada por mim.
Ele é profundidade. Ele me enxerga além. Ele conhece meus segredos. Ele me conhece. Ele se aprofundou em minha alma negra e a empreguinou de esperança.  Esperança de felicidade. A felicidade que ele me prometeu. E é o que ele faz nesses 268 dias em que estamos juntos. Como amigos. Como parceiros. Como tudo que podemos ser.
Ele é possibilidade. Ele é incurável. Eu sou totalmente dependente dele. E não é como se isso não fosse ruim. Mas ele é tão puro que chega a dar gosto ser dele. Ele é a droga com 99,8% de pureza e 100% de prazer. A droga que não tem reabilitação. Ele é como andar em uma montanha russa. Ele é altos e baixos. Tapas e beijos. Tão... Ele.
Ele é raro. Ele vale a pena. Uma vez o mestre do mestre disse "seja por amor as causas perdidas". Ele é nunca desistir. Ele é nunca abandonar. Ele é...
Eu poderia digitar milhões de caracteres e eu posso garantir que eu não conseguiria expressar o quanto ele é importante. Estou viciada nele. Eu, que não sei de nada, sei que ele é a minha pessoa. Existe algo nele que eu sinto falta em mim. Existe amor.
Quero deixar claro o quão egoísta sou. Eu não posso ficar sem ele. Eu não posso perdê - lo. Eu preciso fazê-lo feliz, porque isso me faz feliz. No fundo talvez eu só pense em mim. Mas de onde eu vejo ele sempre será prioridade. Eu o amo mais que a mim. Ele é furacão e eu sou um castelo de cartas. Ele me faz acreditar que eu sou melhor do que posso ser. Ele me prova todos os dias que ele não é como os outros.
Amor nos torna melosos e dramáticos. Porém o que eu escrevi não deixa de ser sincero. Sou uma artista apaixonada. E não sou nada. Sou um nada com um coração roubado. Porque ele me roubou. Eu não pertenço à mim, eu pertenço à ele. E nada me da mais prazer do que ser totalmente dele. Eu era triste e vazia. E ele me banhou com o mais puro companheirismo. Ele me mostrou que eu podia mudar pra melhor. Que eu podia crescer ao lado de alguém.
Eu sou insegurança,  tristeza, dor, descartável, inútil. Eu não sou nada.
Ele chegou e fez eu me sentir amada. Eu nunca vou perdoá - lo por me tornar dependente disso. Ele me fez sentir única. E isso também é imperdoável. Sou uma bagunça e ele veio pra me colocar nos eixos. Com ele eu sei que tudo vai ficar bem. Ele faz com que isso aconteça. Eu gostaria de colocá - lo em um pote e tê-lo só pra mim. Existem sensações nessa droga que são inesquecíveis. Ele me abraça e me sinto mais protegida do que nunca. Seus lábios são como a galáxia. Intenso. Sua risada é a satisfação de dever cumprido. Vê-lo feliz é o paraíso.
Alguém pode me explicar como o ser humano pode despertar isso em mim? Logo eu que tinha perdido as esperanças? Com 16 anos consegui achar um motivo pra seguir em frente. Se ele estiver lá eu serei eternamente grata.
Como posso agradecê - lo? Como posso retribuir? Não chego nem aos pés dele. Eu serei eternamente grata.
Eu gostaria de escrever melhor, queria ser específica quando digo que ele é a pessoa certa. Ele me irrita, ele já me fez mal, ele me maguou... mas como posso desistir de alguém que faz por mim o que ninguém jamais irá fazer? Como posso arriscar perdê - lo?  Devo desistir? Devo procurar outro? Como posso fazer outro buraco em meu coração,  se ele está o preenchendo? Somos o oposto. Somos positivo e negativo. E isso faz todo o sentido. Nos atraímos pelas diferenças e ficamos pelas semelhanças. Eu sou ele. Eu o sinto. E por ele eu vou até o fim.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Egoísmo e essas coisas

E·GO·ÍS·MO  (francês égoïsme)
substantivo masculino
Amor exclusivo à pessoa e aos interesses próprios.

Então é isso que egoísmo quer dizer? Amar e dar prioridade a si mesmo? O que há de errado em se preocupar consigo? Será que devemos pensar nos outros antes de nós? Por quê?
Eu sou uma pessoa que se importa muito com os outros. E ao mesmo tempo não. Me importo com quem amo. E se eu me amar, logo me importo comigo. Por que eu tenho que esperar outra pessoa me fazer feliz? Por que uma vez (na eternidade, like frozen -qq) eu não posso ser o foco de mim mesma?
Estou me expressando de forma errada, talvez. Deixa eu tentar explicar.
Devemos nos importar com todos e com nós mesmo sempre. Não podemos nos colocar na frente dos outros e temos que sofrer calado as consequências. Certo? Errado. Não serei inteiramente feliz se só tiver a mim e minha missão é proteger aqueles que amo. Mas e se eles não demonstrarem querer isso vindo de mim? Devo continuar? Não.
Sou uma adolescente que, como todos os outros, acho que sei demais. Eu não sou nada. Eu não sei de nada. Sou uma eterna aprendiz. Tenho que escrever textos sem sentido que, em um futuro distante,  significarão alguma coisa.
Esse texto era pra falar sobre egoísmo ou sobre mim? Acho que cheguei onde eu queria. Falar de mim o tempo todo é uma forma de egoísmo?
Aqui estou eu, um pobre criança de 16 anos com um dilema. Acordei e percebi que não sei nada de mim e muito menos do mundo. E quanto mais eu conheço as pessoas, mais eu me amo e me importo comigo. Devo ter fé nas pessoas ou devo simplesmente confiar só em mim? Posso viver a vida com a certeza de que eu sou melhor que os outros? Porque eu definitivamente não sou. Porque se tem algo que eu sei é que sou nada. Absolutamente nada.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Não é um blog sobre pôneis

Escrever é uma arte. Eu amo escrever como algumas pessoas amam sorvete. Faz sentido? Não. Acostume-se, esse blog também não fará sentido nenhum. E não,  não será um blog sobre pôneis ou unicórnios ou pégasus ou alicórnios (não são a mesma coisa). Sobre o que será o blog então? Nada. Absolutamente nada.
Ok, terá algo nele. Irei falar sobre tudo. E de tudo um pouco. Nada de interessante por isso tenho certeza de que ninguém irá acompanhar. Pra quê um blog então?  Bem, eu também não sei porque. Talvez seja pela minha incrível necessidade de escrever. Sou compulsiva em relação a isso. Já tive várias agendas, onde relato todo tipo de acontecimento. Algumas pessoas chamariam de diário,  mas como eu não escrevo todo dia, prefiro chamar de agenda. Caraca, como mudo de assunto! Ok, vamos tentar de novo.
Esse será mais um blog que ninguém irá ler. Mas terá uma grande importância pra mim. Aqui será meu tudo e também será meu nada.