quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Confusão


Recentemente eu tive uma experiência de quase morte, eu desisti de mim na hora, perdi o controle sobre meu corpo e deixei pra lá, eu só queria morrer. E quando eu acordei no outro dia, eu me senti tão vazia, tão decepcionada por ter aberto os olhos... Na real, não foi tão dramático assim, não foi intencional e havia pessoas em volta. Me ajudaram quando nem eu queria me ajudar.
Agora, depois de 2 semanas, eu me sinto um pouco melhor em relação aos meus problemas, problemas esses que eu não estava preparada para enfrentar e os escondi nas profundezas do meu ser e quando veio a tona... Ah! Explodiu tudo na minha cara. Que situação Ana... como eu queria que você não tivesse que passar por isso e como eu queria não desistir de nós tão facilmente. Acho que ninguém seria capaz de ficar por muito tempo, afinal, nem você consegue.

E olha só que curioso, nós estamos aqui, firme e "forte", lutando contra isso e tentando de alguma forma resolver, dia após dia, como se estivesse no nosso alcance, lidando com nós e indo atrás daquela maldita ruiva. Ah, eu não a mencionei ainda, né? Essa guria que está presente desde o começo do ano, com seu sorriso irradiante e sua beleza natural que eu nem sei, não existem adjetivos para descrever o quão linda ela é. Talvez minhas forças estejam saindo dela, pois fiz amizades por causa dela e estou mais animada romanticamente. Agora, essa paixão platônica não pode sair do papel, afinal, não queremos destruir algo tão lindo. Ou queremos?

Pensar nela acalma meu coração e ao mesmo tempo trás a tona aqueles velhos sentimentos que há muito tempo eu havia enterrado fundo em mim. Aqueles sentimentos de necessidade e de querer ser útil para alguém e, de certa forma, me lembra como eu era e como eu sinto como se fosse impossível estar do mesmo jeito. A semelhança é, talvez, em cuidar de alguém de novo, mas eu sei, no fundo, que eu não sinto nada. Por mais que eu me esforce e talvez diga "eu te amo", nunca terá peso essas palavras, nunca será intenso, nunca.

Eu preciso constantemente me punir com esses pensamentos para que eu não me atreva a entregar meu coração de novo para alguém. 
Me amo muito mais.

Isso é apenas um jogo e eu tô cansada de perder.
 

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

A por A


 Ainda me encontro no mesmo dilema que estava há alguns meses, com a diferença de estar solteira agora, eu não fui feita pra me relacionar romanticamente com ninguém. Pois bem, agora meu quadro piorou, perdi alguém que tava aqui e foi por escolha própria dessa vez, foi como arrancar um band aid, ou quase... Acho que enrolei pra arrancar, eu me enrolei.
 E agora eu fico aqui, sozinha, mais uma vez, procurando um novo rumo, um jeito de acertar as coisas, de me acertar. Parece que nada é real, parece que eu não mereço nada. E não, eu não me sinto infeliz comigo fisicamente, eu realmente me amo, porém, ultimamente sinto como se eu não conseguisse (e nem quisesse) dividir esse espaço com alguém e, no meio disso, me sinto sozinha, solitária em minha própria solidão.
 Eu mudei tanto e continuo igual, meus textos pioraram, porém continuo escrevendo as mesmas coisas, com palavras e pontos de vista diferentes. E é, como notaram, é um pedido de socorro, tudo piorou, eu me sinto angustiada e sempre por um triz de me debulhar em lágrimas, fico entediada muito facilmente e... bem, não sei.
 Me sinto confusa o tempo todo, não tenho certeza de como me sinto e nem sei O QUE eu sinto, sinto como se eu não fosse a mesma e sinto como se EU ESTIVESSE EXATAMENTE IGUAL aquela menina de alguns anos atrás que vivia triste e reclamando. Reclamar não ajuda, né? E sabe... não lembro muito bem minha motivação para subir e escalar do poço, não lembro o porquê de ter caído, pra começar. Sou tão frágil assim? Um deslize.
 Sinto um medo aterrorizante de não conseguir deixar pra lá, de cinco anos se passarem e eu continuar no mesmo barco, navegando sem direção... ou em círculos? Remando e remando e sempre no meio do nada. Exatamente o que eu sou. Nada. Como se eu fosse uma garotinha brincando de barbie, com as brincadeiras sempre iguais e eu sempre perdendo, me forçando a fazer tudo igual, a não ter respostas, pois as perguntas nem mudaram e nem eu. Sinto muito. É ISSO, EU SINTO MUITO. Não no sentido de desculpas, mas no literal, EU SINTO DEMAIS, eu sou INTENSA, eu guardo, não esqueço, não deixo pra trás, NÃO SUPERO
 Quanto tempo tenho que esperar pra crescer? Falo tanto disso porque eu sinto que sou tão infantil... Eu já paguei boleto, já trampei, já li, já transei, já fiz o que me tornaria adulta e mesmo assim não me sinto uma. É algo que sentimos? Quando deixamos todos esses problemas banais pra trás? Eu sou banal? Eu sou... ?

 

terça-feira, 16 de maio de 2017

Semanas, Meses, Anos

Nami Koi by LeafAlexia

Nessas últimas semanas aconteceram coisas ruins comigo, problemas de saúde e solidão de novo, porém eu tô muito "melhor" do que eu geralmente ficaria quando esse tipo de coisa acontece comigo. Tive 2 doenças diferentes em menos de 1 mês, continuo desempregada e sem amigos no dia-a-dia, minhas amizades parece que são todas virtuais, igual meu namoro. Essas coisas me incomodam de vez em quando, não é sempre, as vezes eu simplesmente finjo que nada disso acontece e vivo minha vida no modo zumbi: acorda > faculdade > casa > dorme > acorda > faculdade > casa > ...
As vezes não tenho tempo pra pensar em mim e nas coisas ao meu redor e o que mais me ajuda nisso é jogar, mas até isso está me deixando triste, parece que não consigo ter progresso em nada que eu faça, me sinto inerte e é tão frustrante AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
Eu nem me sinto tão aliviada como eu me sentia antes quando eu vinha aqui, agora parece que é tudo tão vazio e sem forma, preciso de ajuda, preciso de ombro, porque sinceramente, eu não sei lidar com tudo isso sozinha não. Antigamente eu começava a escrever e não parava mais, hoje eu não consigo me concentrar no que eu sinto, porque não sei mais descrever o que é tudo isso e essa é a pior parte, não saber o que é exatamente e não saber como tratar. 
CANSEI DE TER QUE CONVIVER COM TUDO, EU QUERO RESOLVER.
EU PRECISO RESOLVER.


EU PRECISO.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

É tudo sobre tempo

Parece que se juntassem todos os meus textos, dariam uma coletânea de frases iguais, digitadas de formas diferentes, porque parece que nada nunca muda e eu sou sempre a mesma garota quebrada que sempre fui. E é assim que eu me encontro hoje, do mesmo jeito que eu estava alguns anos atrás e, provavelmente, do mesmo jeito que eu irei estar daqui uns anos.
Eu deveria me preocupar? Agora que tenho 18 anos, eu não deveria sentir as mesmas coisas que sentia quando tinha 12, eu não deveria passar pelas mesmas situações, eu não deveria ser a mesma fracassada de sempre, eu não deveria.

Eu deveria estar feliz por estar com alguém que gosta de mim e me apoia, mas parece que nós somos diferentes demais e nosso lance é só um lance mesmo... Eu sou feliz que ele está longe e isso me entristece também, soa como se eu não me importasse e ao mesmo tempo eu me importo pra caralho. E são sempre os mesmos fantasmas que me rodeiam, coisas do passado, a ansiedade para um futuro que mal chegou e eu já estraguei tudo, fracassei novamente e não para... e nunca vai parar.
É assim que eu sou né? É assim que eu lido com as coisas... eu só deixo acontecer, estrago tudo e tenho que seguir em frente, me machuco, machuco todos a minha volta, só porque eu sou egoísta, eu não sei lidar com as coisas, eu...
Tô perdida.

E a solidão chegou sem nem ao menos se apresentar, apenas chegou e ficou, nada preenche esse vazio, nem mesmo um bom role, nem mesmo ficar com meus amigos... Eu simplesmente tô presa nisso, sempre sorrindo e agindo como se eu me desse bem sempre, como se eu me conhecesse ou como se eu soubesse de algo, quando na verdade EU NÃO SEI DE NADA. EU SÓ SEI QUE NADA MUDOU, QUE EU ACABO COM TODAS AS MINHAS RELAÇÕES, QUE TODOS ME SUBSTITUEM E QUE EU TAMBÉM ABANDONO E É TUDO TÃO CONFUSO E BOBO QUE AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

Deixa pra lá, esquece, não é importante, não se preocupa, vai passar...

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Eu realmente não sei


Podemos viver nossas vidas sempre entorpecidas pela ilusão do "vai ficar tudo bem"? Porque parece que nada nunca fica tudo bem... Parece que o "bem" não existe. São só palavras vazias sem significado algum pra ninguém. Anos passam, pessoas vem e vão e é sempre a mesma coisa; anos atrás, eu chorava por um motivo e hoje ainda choro pelo mesmo. Achei que eu tinha mudado, mas nada mudou.

Todas as vezes que eu acho que consegui subir, meus demônios me colocam pra baixo de novo, eu não sei lidar com nada, eu sou egoísta. Eu... Eu não sei lidar. 
Eu não consigo nem escrever pra expressar como eu me sinto, logo eu, que sou tão boa nisso, eu não consigo ajudar e sinto como se tudo estivesse longe do meu alcance. Eu não quero me sentir assim.

Eu desisto.

domingo, 22 de maio de 2016

Death


Ele estava lá
Olhando pra cá
Veio em minha direção
Destruir meu coração
Gostaria de correr
Vontade de morrer

Ele chegou
E com os dedos me tocou
Olhou
Analisou
Chorei
Suspirei

"Desisto"
Não insisto
Minha alma congelou
Um pedaço de mim ele levou
E como prosseguir?
Se naquele dia eu morri?

quinta-feira, 24 de março de 2016

Mas parece que vermelho é azul.


Eu nunca sei como começar um texto, do mesmo jeito que eu não sei como agir em todas as situações que são impostas pra mim no dia a dia. Eu não consigo perdoar, eu não consigo esquecer, o que eu amo está me matando, dia após dia. Será que eu me tornei a Sarah? Esse amor juvenil pode me perseguir até a vida adulta? Quanto tempo até eu esquecer? Quanto tempo até tudo se ajeitar? 
Eu estava tão louca e você cuidou de mim, disse que me amava e que tudo ia ficar bem. Depois disso tudo ficou bem. E agora? Bem... agora tudo mudou. Nem os comprimidos me compreendem. 
2 anos... E parece que foi ontem, parece que é todo dia, parece que não vai passar, parece que eu não vou esquecer, parece que...

Acabou.